Geração de conteúdo te diferencia da concorrência. Será?

“CONTEÚDO É REI!”, disse Bill Gates.

Resto da humanidade: “Lindíssimo, falou tudo.”

E eu não sou prepotente o suficiente pra discordar. Mas acho bom discutirmos direitinho essa história.

Não arrisco dizer se ele sabia que esse se tornaria o bordão de milhares de profissionais do marketing um tempo depois. A geração de conteúdo é o combustível do Inbound Marketing, do Marketing de Conteúdo, das redes sociais. É responsável por duplicar, triplicar clientes — e até criar um faturamento absurdo pra quem não tinha nada. Por isso o branded content está tão em alta.

Mas, afinal…

Produção de conteúdo te torna diferente?

Por mais que a frase do Bill Gates tenha se tornado um clichê dos gurus do marketing digital, a frase continua sendo meio que verdade.

“Peraí. Meio que, Kalew?”

É. Meio que. Acho que essa frase hoje é meio desnecessária. Mas, pra entendermos por que a frase “conteúdo é rei” já não é mais tão necessária, precisamos entender um pouco o contexto de quando isso foi dito.

Conteúdo é rei

Em 1994, havia menos de três mil sites na internet.

Em 1996, Bill Gates disse a famosa frase: “Conteúdo é rei”. E fazia todo sentido. Afinal, a humanidade já estava habituada a merchandising, filmes com mais de cem marcas exibidas em duas horas, anúncios forçados na televisão.
Era difícil encontrar um conteúdo que não tivesse como objetivo principal e explícito vender um produto. E a internet tornou possível a produção de conteúdo por quem quisesse.

Você já não precisava pagar por um espaço na televisão. Não precisava de amigos radialistas. Você podia simplesmente ter um blog, um site pessoal, e usar aquele espaço pra dizer o que quisesse, pra quem quisesse, pro lugar do mundo que quisesse.

Algo que pra nós, hoje, é normal.

Quando as marcas começaram a entender isso, o marketing de conteúdo começou a se fortalecer. E hoje… cê tá ligado no que o marketing de conteúdo se tornou. Os números falam melhor que eu. (Porque, quando se fala em marketing e vendas, os números são necessários e é só com eles que você mensura o sucesso.)

Mas, em 2014, havia mais de um bilhão de sites. Isso aí, um bilhão — nove zeros liderados por um magrelo número um.

Você já viu uma nação sendo liderada por um bilhão de reis?

Considerando que há menos de oito bilhões de súditos, muitos deles sem acesso a internet, esse reinado se parece menos com uma monarquia e mais com uma nação socialista, tipo a URSAL.

Por isso, nesse contexto surgiu o… contexto mesmo.

Se conteúdo é rei, contexto é deus

Gary Vaynerchuk, guru das mídias sociais, disse isso uns anos atrás: se conteúdo é rei, contexto é deus.

Há pouco tempo, as páginas acessadas pelo celular passaram a representar 49%. Os outros 51% ficam com desktops, notebooks, tablets, radioconchas etc.

Ou seja, é pelo celular que mais acessamos redes sociais e sites, atualmente.

E é aí que entra o contexto.

Não basta você criar um blog pra vender seu produto.

Se teu cliente em potencial leva duas horas pra ir e duas horas pra voltar do trabalho, não espere que ele leia seus textos durante o jantar com a família.

Mas e se você criasse um podcast pra ele ouvir enquanto está no trânsito?

Se teu cliente é do tipo que odeia ler, por que você vai gastar tempo e dinheiro com isso? Por que você não cria vídeos?

Se teu cliente é tipo eu, que quando quero aprender uma receita ou como fazer algo quero algo pra ler, não assistir: de que adianta gastar com produção de vídeos, se ele quer um texto didático?

Conteúdo é sine qua non. Se você não produz conteúdo, você não devia nem estar no mercado. O contexto passou a mandar no rolê.

Aí as marcas passaram a ajustar seus sites ao mobile, a pensar em formatos diferentes pra atingir o público, a usar a tecnologia pra facilitar a vida do consumidor. O Google pode até exibir uma lista de deliverys se você pesquisar “restaurante” num dia de chuva.

Mas eu acho isso tudo muito manjado. Todo mundo da área já sabe disso.

Todos os seus concorrentes têm conteúdo.

Todos os seus concorrentes têm conteúdo mobile, em vídeo, em podcast, em blogs, em infográficos.

Mas será que eles têm relevância?

Conteúdo não é mais rei. Relevância que é.

A monarquia absolutista do conteúdo perdeu o trono pra relevância, fique sabendo disso.

Com essa quantidade enorme de conteúdo e pessoas se adaptando a diferentes contextos, o diferencial pro cliente vai ser o impacto que o que você produz na vida dele.

O diferencial é o valor que você gera.

Nós já temos informação sobre praticamente T U D O que existe na internet.

Quer aprender a cozinhar aspargos? Óbvio que tem lá. Quer colocar um motor de geladeira na sua bike pra ela virar uma mobilete? Pesquisa no Google. Quer criar uma bomba de gás lacrimogênio? Não recomendo, mas você é quem se vê com a lei.

Isso tudo é conteúdo.

O vídeo do Luccas Neto lambuzado de Nutella imitando uma foca é conteúdo. E é mais que conteúdo: é autoral, é exclusivo, é original. Você já tinha visto alguém mergulhando numa banheira de Nutella?

Pois é. Só produzir conteúdo não é suficiente.

Só adaptar teu conteúdo ao contexto em que o consumidor está inserido não é suficiente.

Você precisa entregar relevância.

Você precisa de um conteúdo que impacte a vida de quem consome e faça a pessoa aprender ao mesmo tempo em que se entretém.

(Sabe por que ninguém lê bula de remédio? Porque são chatas. E dão medo. Não importa se são muito úteis e esclarecedoras.)

E, ao mesmo tempo, ao passo que você entrega relevância você precisa entender outra coisa:

Eu vou ler o conteúdo relevante de quem eu me identifico

Existem inúmeros blogs e empresas produzindo conteúdo de marketing digital. Por que você tá lendo o meu texto?
Pelos feedbacks que recebo, é porque você por alguma razão se identifica com o que eu falo. Pode me achar abusado. Engraçadinho. Gente boa e babaca ao mesmo tempo.

Por que eu amo os textos do Matheus de Souza? Porque são relevantes e porque eu me identifico com ele. Ele é uma referência pra mim. Produz conteúdo pro mercado, tem afinidade com elementos da cultura pop e sabe usar isso em seu marketing pessoal.

O que isso prova?

Vamos aos finalmentes:

Relevância é rainha (e ela também come pão com ovo na janta)

Vou ser didático e resumir o que descobrimos no artigo:

Você precisa produzir conteúdo, caso contrário você vai ser expulso do mercado em breve. Você precisa contextualizar seu conteúdo à vida do cliente, senão você vai ser expulso do mercado em breve.

Mas, após fazer isso — que é sua obrigação —, você precisa ser relevante, precisa entregar algo novo e mais interessante que o que já foi feito. E essa relevância precisa ser acessível e próxima da realidade do cliente.

Não vou me alongar demais. (Eu costumo pular corda entre a assertividade e a prolixidade. Meus textos de 500 palavras sempre acabam tendo 2200.)

Meu objetivo aqui foi apenas dar essa definição atualizada do que é geração de conteúdo. O seu conteúdo precisa estar no contexto em que seu cliente está inserido, ser relevante e gerar identificação com ele. Daqui pra frente, esse será o filtro que vai separar bom conteúdo de conteúdo bosta.

Habituemo-nos, portanto.

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